A Palavra de Deus

A Palavra de Deus

DOPAS

DOAÇÃO, ORAÇÃO, POBREZA, ALEGRIA E SIMPLICIDADE

11 de abril de 2014

RETIRANDO OS EXCESSOS DA VIDA


Muitos de nós já nos pegamos fazendo algo por excesso: comer, beber, jogar, limpar, comprar, amar, depender afetivamente de alguém, mentir, ter ciúme... É um impulso quase incontrolável, no qual as pessoas se precipitam e, muitas vezes, têm dificuldade para planejar qualquer tipo de tarefa ou mesmo planejar a parada dessa compulsão.

Quantas vezes vemos pessoas, cujo “hábito” é comprar para ter cada vez mais, pois nunca se satisfazem com o que possuem? Tal “hábito” passa a movimentar nosso sentido de felicidade: tendo isso ou tendo aquilo, jogando determinado jogo, comendo isso ou aquilo, seremos mais felizes e preencheremos o “vazio” que há em nós.

As causas do comportamento compulsivo podem ser as mais variadas: predisposição, hábitos aprendidos, histórico familiar (que também é aprendido), razões biológicas. Ao percebermos que algo “é demais”, por passar dos limites do normal e saudável, deveremos decidir parar de fazê-lo. O ato de parar pode acontecer naturalmente para muitas pessoas, mas para outras isso não acontece. Ou seja, o comportamento, chamado de compulsivo ou aditivo, continua acontecendo paralelo à ansiedade que a pessoa vivencia.

Geralmente, são hábitos pouco saudáveis ou inadequados, repetidos muitas vezes, por isso levam às consequências negativas como o uso de álcool, de drogas em geral, ao hábito de comer exageradamente, gastar fora do controle, fugir do contato social, praticar esportes excessivamente, lavar as mãos de forma exagerada (até mesmo chegando a se ferir), participar de jogos de azar. Há também os que se viciam nas relações virtuais, no excesso do uso de remédios ou em idas a médicos em busca de uma doença. Tais atitudes são feitas quase que automaticamente, e quem as pratica não percebe nem nota prejuízos num primeiro momento.

O comportamento compulsivo surge como resposta inconsciente a determinados desejos, por diversas razões, como hábitos aprendidos e seguidos de alguma gratificação emocional, e como alívio da angústia e da ansiedade; ou seja, a pessoa que sofre desse distúrbio faz alguma coisa para receber outra em troca. Com os prejuízos que essa pessoa pode ter em seus relacionamentos, no trabalho, na saúde ou mesmo quando os demais indicam que ela tem esse distúrbio, ela passa a se observar mais detalhadamente. Aquilo que, num primeiro momento, era fonte de prazer e gratificação, posteriormente passa a dar uma sensação negativa, pois a pessoa cede em fazer aquilo.

Se por trás dessa compulsão existe um descompasso, um desequilíbrio, é importante canalizar essa energia, que antes ia para os excessos em outras atividades, e buscar “retirar” o foco do comportamento que acarreta prejuízo para a pessoa.

Vale lembrar que todos nós temos rotinas e hábitos, e isso é muito saudável; fica apenas a atenção para aquilo que é excessivo! Como dizem, de forma popular, “tudo o que é demais faz mal”. Então, se você identifica alguns excessos em sua vida, procure analisar os afetos que lhe faltam e como você tem canalizado suas forças, se tem buscado o ter ou o fazer em troca do ser.

Abraço fraterno!
Elaine Ribeiro - Canção Nova

O DEMÔNIO EXISTE


Ele existe, não há dúvida sobre isso. A Igreja diz que sim, e esta realidade é atestada pela Bíblia, pela Tradição dos Apóstolos e pelo Magistério Sagrado da Igreja. Os santos confirmam a existência dele também. Não há um só santo que não tenha acreditado no demônio. Seria preciso destruir a Igreja e o Cristianismo, desde as suas raízes, para negar a existência do inimigo.

No entanto, inacreditavelmente, ainda encontramos pessoas – até mesmo sacerdotes e teólogos –, que, em oposição ao que a Igreja ensina, têm a coragem e a desonestidade de ensinar que satanás não existe. É uma grande e terrível heresia! Por isso mesmo, em 15 de novembro de 1972, em uma audiência, Papa Paulo VI fez a famosa alocução: "Livrai-nos do mal", na qual falou da existência do demônio e de sua ação perversa.

O saudoso Sumo Pontífice começou perguntando: “Atualmente, quais são as maiores necessidades da Igreja?”. Ele mesmo respondeu: “Não deveis considerar a nossa resposta simplista ou até supersticiosa e irreal, mas uma das maiores necessidades é a defesa daquele mal, a que chamamos demônio”. Paulo VI mostra que a realidade do pecado é uma ação perversa desse mal: “O efeito de uma intervenção, em nós e no nosso mundo, de um agente obscuro e inimigo é o demônio. O mal já não é apenas uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Trata-se de uma realidade terrível, misteriosa e medonha”. O então Papa deixou claro que estão em desacordo com o ensinamento da Igreja todos aqueles que negam a existência do diabo.

“Sai do âmbito dos ensinamentos bíblicos e eclesiásticos quem se recusa a reconhecer a existência dessa realidade, ou melhor, quem faz dela um princípio em si mesmo, como se não tivesse, como todas as criaturas, origem em Deus, ou a explica como uma pseudorrealidade, como uma personi­ficação conceitual e fantástica das causas desconhecidas das nossas desgraças”.

O mesmo Papa afirma que o demônio é a origem de todo o pecado que entrou no mundo: “O demônio é a origem da primeira desgraça da humanidade, foi ele o tentador pérfido e fatal do primeiro pecado, o pecado original (cf. Gn 3; Sb 1,24). Com aquela falta de Adão, o demônio adquiriu certo poder sobre o homem, do qual só a redenção de Cristo nos pôde libertar”.

“Ele é o pérfido e astuto encantador, sabe insinuar-se a nós por meio dos sentidos, da fantasia, da concupiscência, da lógica utópica ou de desordenados contatos sociais na realização de nossa obra para introduzir neles desvios, tão nocivos quanto na aparência, conformes às nossas estruturas físicas ou psíquicas ou às nossas profundas aspirações instintivas”.

“Ele é o inimigo número um, o tentador por excelência. Sabemos, portanto, que este ser mesquinho, perturbador, existe realmente e ainda atua com astúcia traiçoeira; é o inimigo oculto que semeia erros e desgraças na história humana”.

Paulo VI ensina que nem todo pecado é obra direta do demônio, mas nos lembra que “aquele que não vigia, com certo rigor moral, a si mesmo (cf. Mt 12,45; Ef 6,11), se expõe ao influxo do mysterium iniquita­tis, ao qual São Paulo se refere (2Ts 2,3-12) e que torna problemática a alternativa da nossa salvação”.

O maior serviço que alguém pode prestar ao demônio é ensinar que ele não existe. Assim, os fiéis não se defendem contra ele e se tornam vítimas fáceis dele.
Felipe Aquino - Canção Nova

ESPERANÇA


É graças à esperança que, a cada manhã, somos renovados e, desta forma, podemos recomeçar. Ela é a força que vai além do cansaço, do tédio e da rotina; e quando encontra espaço no coração humano, tem o poder de purificá-lo, dando-lhe uma nova disposição para viver cada momento como se fosse o mais esperado da vida.

Seja por meio de livros, músicas, mensagens ou partilhas, o certo é que, nesses últimos dias, Deus tem me levado a refletir e a rezar sobre a esperança. É evidente que o mundo padece por falta de amor! Mas interessante é perceber que este sentimento necessita da esperança para existir e crescer. Nesse caso, o que realmente nos faz padecer, em pleno século XXI – considerado o século da tecnologia que coloca "tudo ao alcance do homem" –, é justamente a falta de confiança. Talvez, por estar cercado de facilidades, o homem perdeu o sentido da espera, desconhece as riquezas que este tempo lhe proporciona. E, muitas vezes, deixa-se levar pela sede do ter e do poder imediato, mergulhando, assim, no vazio da inquietação que o leva ao desespero.

Um coração inquieto, ansioso e ferido não sabe esperar nem amar. Se dermos um pouco mais de atenção aos nossos sentimentos e olharmos ao nosso redor, veremos que, quando o amor estaciona ou esfria em nossa alma, na maioria dos casos, é porque está sufocado por preocupações, medos, desconfiança e desânimo. Jacques Philipe, ao falar sobre isso em seu livro "A liberdade Interior", afirma: 

"Devido à falta de esperança, não cremos verdadeiramente que Deus possa nos fazer felizes, e, então, construímos uma felicidade com nossas próprias riquezas. Não esperamos que Deus nos possa fazer existir em plenitude, e construímos uma identidade e uma felicidade artificiais, pois não acreditamos no amor puro e verdadeiro que o Senhor tem por nós, por isso nos perdemos tentando preencher o vazio que essa descrença nos causa (...)" 

Constatamos que esta é uma situação muito comum entre nós cristãos, dotados de boa vontade. Gostaríamos de amar intensamente e ser generosos na doação de nós mesmos aos demais, mas somos paralisados por medo, desconfiança, e outros "monstrinhos" que, na maioria dos casos, somos nós mesmos quem os cultivamos, frutos de nossas expectativas frustradas. E aí está um ponto muito importante: as decepções mal trabalhadas em nosso interior ou sufocadas pelo orgulho, acabam afetando nossa confiança na graça de Deus. Acredito que este seja o principal motivo do desespero que assola a humanidade em nossos dias. Santa Terezinha revela: "A confiança sempre conduz ao amor". Se confiarmos mais no poder do amor, seremos mais dóceis na espera, viveremos com mais serenidade e, conseqüentemente, mais felizes. 

Quando tudo parece desabar diante de nós, quando vivemos a difícil experiência da perda ou decepção e vemos sonhos destruídos, quando não temos as respostas que desejaríamos obter, é preciso, mais do que nunca, mergulhar na fé, pois esta nos aproxima da verdade transmitida pela Palavra de Deus e nos recorda sua fidelidade absoluta no cumprimento de Suas promessas. Mestres da sabedoria afirmam que "é a falta de esperança que perde as almas". Sabendo disso, precisamos reagir! 

Diante de uma alma desesperançada, o primeiro ponto é identificarmos a raiz do desânimo, oferecendo a ela o "remédio" certo: a esperança, alicerçada na Palavra e no amor de Deus. Que o Senhor renove, hoje, em nossas almas, a disposição para esperar n'Ele para que, apoiados em Suas promessas, possamos viver a graça do amor.
Dijanira Silva - Canção Nova

5 de abril de 2014

EVANGELHO PARA O SÁBADO

ANO A - DIA 05/04
O povo se divide sobre a identidade de Jesus 
- Jo 7,40-53
Ouvindo estas palavras, alguns da multidão afirmavam: “Verdadeiramente, ele é o profeta!” Outros diziam: “Ele é o Cristo!” Mas outros discordavam: “O Cristo pode vir da Galileia? Não está na Escritura que o Cristo será da descendência de Davi e virá de Belém, o povoado de Davi?” Surgiu, assim, uma divisão entre o povo por causa dele. Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos. [...].

LEITURA ORANTE

ORAÇÃO INICIAL
Preparo-me para a Leitura Orante, com toda a comunidade presente neste espaço virtual, rezando:
- Vinde, ó Deus em meu auxílio.
- Socorrei-me sem demora.
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
- Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Hino 
Ó Cristo, sol de justiça,
brilhai nas trevas da mente.
Com força e luz, reparai
a criação novamente.

Dai-nos, no tempo aceitável,
um coração penitente,
que se converta e acolha
o vosso amor paciente.

A penitência transforme
tudo o que em nós há de mal.
É bem maior que o pecado
o vosso dom sem igual.

Um dia vem, vosso dia,
e tudo então refloresce.
Nós, renascidos na graça,
exultaremos em prece.

A vós, Trindade clemente,
com toda a terra adoramos,
e no perdão renovados
um canto novo cantamos.


Preparo-me para aLeitura Orante, rezando ou cantando:
"Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós"

1- LEITURA (VERDADE)
O que diz o texto?
Nicodemos convida o Sinédrio ao bom senso lembrando que a Lei não permitia condenar uma pessoa sem ouvi-la primeiro. O Sinédrio prefere julgar apenas pela origem de Jesus e não, pela sua pessoa. Para eles, da Galileia, ou seja, dos pobres e marginalizados, nada de bom se pode esperar. Nicodemos, o "Mestre em Israel", é tratado como ignorante e desprezado. Se aceitar Jesus, deverá se afastar do Sinédrio.

2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)
O que a Palavra diz para mim?
Onde me posiciono ou me situo? A favor de Jesus? Ou contra? Jesus é para mim o Messias, o Profeta ou o Filho de Deus? Com que personagens me identifico? Com o povo? Com os doutores da Lei? Com os fariseus? Ou com Nicodemos? Tenho preconceitos em relação às pessoas considerando-as pela sua origem e não pelo que elas são? Faço um breve momento de silêncio para me examinar.
Cristo é o único Caminho (Jo 14,6). Ninguém pode ir ao Pai a não ser por ele. Por isso confirmo meu projeto de vida no seu seguimento. E esta confirmação está de acordo com o que disseram os bispos em Aparecida: "A Igreja tem como missão própria e específica comunicar a vida de Jesus Cristo a todas as pessoas, anunciando a Palavra, administrando os sacramentos e praticando a caridade. É oportuno recordar que o amor se mostra nas obras mais do que nas palavras, e isto vale também para nossas palavras nesta V Conferência. Nem todo o que diz Senhor, Senhor... (cf. Mt 7,21). Os discípulos missionários de Jesus Cristo tem a tarefa prioritária de dar testemunho do amor de Deus e ao próximo com obras concretas. Dizia São Alberto Hurtado: "Em nossas obras, nosso povo sabe que compreendemos sua dor". (DAp 386).

3- ORAÇÃO (VIDA)
O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Rezo com toda Igreja, a Oração da Campanha da Fraternidade de 2014
Ó Deus, sempre ouvis o clamor do vosso povo
e vos compadeceis dos oprimidos e escravizados.
Fazei que experimentem a libertação da cruz 
e a ressurreição de Jesus.
Nós vos pedimos pelos que sofrem
o flagelo do tráfico humano.
Convertei-nos pela força do vosso Espírito,
e tornai-nos sensíveis às dores destes nossos irmãos.
Comprometidos na superação deste mal, 
vivamos como vossos filhos e filhas,
na liberdade e na paz.
Por Cristo nosso Senhor.
Amém!

4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar, a partir desta oração é de reconhecimento de Jesus como Filho do Deus vivo. Ele é o Mestre, Verdade, Caminho e Vida. Tratarei as pessoas sem preconceitos, mas como são, filhas de Deus.

BÊNÇÃO
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Ir. Patrícia Silva, fsp 

EVANGELHO PARA O DOMINGO

ANO A - DIA 06/04
A morte de Lázaro 
- Jo 11,1-45
Ora, havia um doente, Lázaro, de Betânia, do povoado de Marta e de Maria, sua irmã. As irmãs mandaram avisar Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”. Disse Jesus: “Esta doença não leva à morte, mas é para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. [...] E acrescentou: “Nosso amigo Lázaro está dormindo. Vou acordá-lo”. Os discípulos disseram: “Senhor, se está dormindo, vai ficar curado”. [...] Jesus então falou abertamente: “Lázaro morreu! E, por causa de vós, eu me alegro por não ter estado lá, pois assim podereis crer. Mas vamos a ele”. [...] Jesus disse então: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês nisto?” Ela respondeu: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que deve vir ao mundo”. [...] “Onde o pusestes?” Responderam: “Vem ver, Senhor!” Jesus teve lágrimas. Os judeus então disseram: “Vede como ele o amava!” Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma gruta fechada com uma pedra. Jesus disse: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, disse-lhe: “Senhor, já cheira mal, é o quarto dia”. Jesus respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” Tiraram então a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o alto, disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste! Eu sei que sempre me ouves, mas digo isto por causa da multidão em torno de mim, para que creia que tu me enviaste”. Dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” O que estivera morto saiu, com as mãos e os pés amarrados com faixas e um pano em volta do rosto. Jesus, então, disse-lhes: “Desamarrai-o e deixai-o ir!” Muitos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL
Preparo-me para a Leitura Orante, com todos os internautas, invocando o Espírito Santo: Espírito de verdade,
a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

1- LEITURA (VERDADE)
- O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 11,1-45, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.

Lázaro não ressuscita glorioso para viver sempre. Apenas volta a esta vida. Sua ressurreição prefigura a de Jesus, através de alguns elementos: panos, sepulcro, três dias. O milagre tem também dois objetivos: para que o povo creia na missão de Jesus e para a glória de Deus. Demonstra também o afeto de Jesus por seus amigos: "Jesus tinha muito amor a Marta, à sua irmã Maria e a Lázaro". E ainda, a comoção humana de Jesus diante da morte. O texto diz: "Jesus derramou lágrimas".

2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)
O que o texto diz para mim, hoje?
O texto me fala que Jesus Cristo é o Deus da vida e que, ao mesmo tempo, se sensibiliza com a dor humana. Os bispos, em Aparecida, disseram: 
"Na história do amor trinitário, Jesus de Nazaré, homem como nós e Deus conosco, morto e ressuscitado, nos é dado como Caminho, Verdade e Vida. No encontro de fé com o inaudito realismo de sua Encarnação, podemos ouvir, ver com nossos olhos, contemplar e tocar com nossas mãos a Palavra de vida (cf. 1 Jo 1,1), experimentamos que “o próprio Deus vai atrás da ovelha perdida, a humanidade doente e extraviada. Quando em suas parábolas Jesus fala do pastor que vai atrás da ovelha desgarrada, da mulher que procura a dracma, do pai que sai ao encontro de seu filho pródigo e o abraça, não se trata só de meras palavras, mas da explicação de seu próprio ser e agir”136. Esta prova definitiva de amor tem o caráter de um esvaziamento radical (kenosis), porque Cristo “se humilhou a si mesmo fazendo-se obediente até a morte e morte de cruz” (Fl 2,8). " (DAp 242).

3- ORAÇÃO (VIDA)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com toda Igreja, a Oração da Campanha da Fraternidade de 2014
Ó Deus, sempre ouvis o clamor do vosso povo
e vos compadeceis dos oprimidos e escravizados.
Fazei que experimentem a libertação da cruz 
e a ressurreição de Jesus.
Nós vos pedimos pelos que sofrem
o flagelo do tráfico humano.
Convertei-nos pela força do vosso Espírito,
e tornai-nos sensíveis às dores destes nossos irmãos.
Comprometidos na superação deste mal, 
vivamos como vossos filhos e filhas,
na liberdade e na paz.
Por Cristo nosso Senhor.
Amém!

4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)
- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Quero hoje viver com o olhar solidário de Jesus e descobrir, motivações de vida nova. 

BÊNÇÃO
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 
Ir. Patricia Silva, fsp

É PRECISO TER ÂNIMO

Quando sentimos desejo de mudar de vida, fazendo opções diferentes das que o mundo nos oferece, é bem possível que sejamos alvo de críticas por parte de pessoas que nos cercam.

Talvez digam que somos hipócritas, fora de moda, carola, e tantos outros adjetivos para ilustrar a forma de aprofundar nossa vida cristã. Podem até dizer que escondemos alguma frustração ou tentamos fugir delas, buscando compensação na religião. Há ainda, quem tente convencer-nos de que nossas opções são ridículas.

Não se impressione com isso. Não desanime.

É verdade que nem sempre é fácil agir diferente dos outros e, assumir nossa opção por uma vida nova, estar neste mundo sem pertencer a ele.

Acho engraçado como às vezes algumas pessoas ficam a noite inteira sob a influência de drogas, bebidas e orgias e ninguém, em nome da liberdade, as censura. Porém, se o nosso interesse é pela religião, corremos o risco de agredir por isso. Um fim de semana de retiro, uma viagem a um santuário religioso, reunir amigos para um momento de oração, pode se tornar motivo de zombaria.

Mas o Senhor amou este mundo...

Amar o mundo porém, não significa aceitar tudo o que nele se faz. Jesus foi criticado exatamente porque suas opções incomodavam. Diziam que era glutão, parasita, que não respeitava as leis judaicas. Sua resposta era, no entanto sempre firme e decisiva. Ele não se deixava levar pelas críticas.

É preciso ter ânimo quando formos incompreendidos, criticados e até rejeitados por aqueles que esperávamos que nos aceitassem.

É preciso ter ânimo quando nos vemos diante do desafio de testemunhar com a nossa vida a opção pelo Senhor do mundo e não pelo mundo.

É preciso ter ânimo, quando nos sentimos sozinhos, fracos, vulneráveis na nossa caminhada.

É preciso ter ânimo quando não alcançamos os resultados esperados na evangelização.

É preciso ter ânimo quando caímos e nos deparamos com nossa humanidade tão imperfeita.

A montanha pode parecer extremamente alta e íngreme, mas o Senhor é o nosso consolo e nosso socorro.

"Para os montes levanto os olhos, de onde me virá socorro? O meu socorro vem do Senhor"
Simoni Cavazanni - Canção Nova