A Palavra de Deus

A Palavra de Deus

DOPAS

DOAÇÃO, ORAÇÃO, POBREZA, ALEGRIA E SIMPLICIDADE

7 de julho de 2010

Entre Ágabo e Simão 
Pe. Zezinho, scj 

            Para quem não se lembra, Ágabo foi um profeta leigo que, por palavras e atos, provou que o Senhor estava nele. Os apóstolos o respeitavam. (At 11,28-30) (At 21,8-13) Naqueles dias também havia virgens profetizas. Mas provaram por atos e atitudes que o Senhor estava nelas. E houve os falsos e estrepitosos, ávidos de publicidade, que faziam apenas golpe de cena. Fingiam ser profetas que não eram. Simão o Mago (At 8,9-24) e os filhos de Ceva são exemplo disso. (At 19,13-17) Já no tempo de Jeremias, 650 anos antes de Cristo havia os sérios e os teatrais e interesseiros a quem convinha posar de profetas. (Jr 14,14) 
             A televisão, hoje, está pródiga de profetas, alguns como Ágabo e outros como os sete filhos de Ceva; bons e falsos, serenos e espetaculares. Não são poucos os que freqüentam teologia para conseguir diploma e depois agir como se nunca tivessem estudado naquelas faculdades. Elas serviram de trampolim para estes falsos profetas. Precisavam de licença para pregar e não a conseguiriam sem uma faculdade, posto que numa igreja séria, não seriam ordenados nem padres nem pastores. Então foram, ouviram, passaram nos exames, mas não pregam nada daquilo que lhes foi ensinado. Alguns dormiam durante as aulas mais exigentes. É testemunho de seus próprios colegas. Já tinham sua própria doutrina. Só lhes faltava um diploma. 
          Não foram éticos. Dez anos depois, diante dos exorcismos, profecias, anúncios de anjos e demônios em ação e outras pregações que fogem da doutrina de sua igreja, alguém pergunta onde estudaram e eles dão o endereço da Faculdade de Teologia que lhes deu o título, mas cujo ensinamento eles não praticam. Pega mal para aquela instituição que certamente não ensinou o que eles pregam. 
         Recentemente deparei-me com um pregador que fazia sessões de quebra de maldição, libertação da antiga culpa dos antepassados e purificação da árvore genealógica, coisa que no seu curso de Teologia foi vivamente criticado como gesto não cristão, posto que o Cristo já as quebrou e Paulo o atesta em mais de cinco passagens de seus escritos. Os estudos bíblicos daquela faculdade de nada valeram. Já tinham a intenção de seguir outro pregador, mas este não podia lhes dar o título. Foram lá enganar a faculdade. Simão o Mago quis fazer o mesmo, mas os apóstolos reagiram. Nem todas as igrejas e escolas fazem o que os apóstolos fizeram. Não aceitaram ser usados pro profetas com doutrinas estranhas `Pa sua escola de fé. 
       Pseudo-Ágabos com freqüência profetizam, a cada fim de ano. Lembram os videntes de fim de ano. Fazem parte do mesmo fenômeno. Garantem, na televisão, debaixo de intensos holofotes, com rostos de santos iluminados, que o tempo da dor e do sofrimento acabou. Proclamam com voz solene, um tempo de vitória para o seu povo. Humildemente pedem mais contribuição para que a vitória seja completa e garantem que, no ano seguinte, seus ouvintes só colherão graças e vitórias. 
         Não há profecia nisso! Todo mundo sabe que no espaço de 365 dias colhem-se graças e vitórias. Por conta do novo Ágabo fica a promessa de que "só" colherão isso. Se acontecer uma perda, um acidente, o desemprego ou alguma eventual derrota, o novo profeta espalhafatoso, iluminado pelos holofotes da televisão, dirá que foi vontade do céu, e não tocará no fato de que no dia 25 de novembro ele predissera o fim dos sofrimentos. É o velho truque do marketing que prediz graças e milagres em nome do céu, com a possibilidade de sempre explicar por que não aconteceu do jeito que foi predito. 
           Entre Ágabo e Simão, os fiéis de todas as igrejas são convidados e discernir quem de fato é profeta sincero e quem faz papel de profeta que não é. O tempo, mais breve do que eles esperam, mostra quem disse a verdade e quem se enganou ou mentiu para ganhar audiência e adeptos. É um problema que todas as igrejas precisam resolver. O quanto antes! Se não reagirem, eles continuarão predizendo um futuro brilhante sem dor alguma, como os profetas que Jeremias enfrentou( Jr 14, 10-15). 

5 de julho de 2010

Por uma Igreja que pensa 
Pe. Zezinho, scj 

Leitores que não preparam as leituras. 
Cantores que não ensaiam os cantos. 
Coroinhas que não ensaiam sua parte. 
Sacerdotes que não preparam seus sermões. 
Catequistas que não lêem os documentos da Igreja. 

Pregadores que não leram o catecismo. 
Cantores de desafinados que insistem em liderar os cantos da missa. 
Músicos sem ritmo e sem ensaios que tocam alto e errado. 
Cantores que dão show de uma hora 
sem perceber que a guitarra e o baixo estão desafinados. 
De quebra, também um dos solistas... 

Autores que não aceitam corrigir seus textos e suas letras, 
antes de apresentá-los a milhões de irmãos na fé. 
Cantores que teimam em repetir uma canção 
cuja letra o bispo já disse que não quer que se cante mais.
Párocos que permitem que qualquer um lidere as leituras e o canto. 
Párocos que permitem qualquer canção, mesmo se vier errada. 

Sacerdotes que ensinam doutrinas condenadas pela Igreja, 
práticas e devoções com ranços de heresia ou de desvio doutrinário. 
Animadores de programas católicos com zero conhecimento de doutrina. 
*** 
Parecemos um hospital que, na falta de médicos na sala de cirurgia, 
permite aos secretários, porteiros e aos voluntários bem intencionados que operem o coração dos seus pacientes. 

Há católicos aconselhando, sem ter estudado psicologia. 
Há pregadores receitando, sem conhecer a teologia moral. 
E há indivíduos ensinando o que lhes vem na cabeça, 
porque, entusiasmados com sua fama e sua repercussão, 
acham que podem ensinar o que o Espírito Santo lhes disse naquela hora. 

Nem sequer se perguntam se de fato era o Espírito Santo que lhes falou 
durante aquela adoração, ou aquela noite mal dormida! 

Está faltando discernimento na nossa Igreja! 
Como está parece a casa da mãe Joana, 
onde todos falam e apenas uns poucos pensam no que falam. 
Uma Igreja que não pensa acaba dando o que pensar! 

2 de julho de 2010

Os infelizes 
Pe. Zezinho, scj 

          Há infelizes que não fizeram por merecer sua infelicidade. Não eram e não são maus. Há os que a merecem: cuspiram no prato que comiam. Mas isso de ser feliz não é tão simples nem é tão mágico. Também não é tão difícil. 
        Há mistério nisso. Muitos queriam ser felizes e o são. Muitos queriam e não são. Não se sabe de ninguém que tenha orado a Deus pela graça de ser infeliz. Felicidade é o que todos buscamos. Ela consiste num grau suficiente de satisfação e na descoberta do bastante. É nesse bastante que muitos naufragam. Quando o "mais" se torna "demais" a infelicidade começa a se manifestar. Quando o suficiente começa a parecer "menos" é quando, também, o indivíduo começa a ser infeliz. 
        O problema não está, pois, no desejo: está na busca. Há quem busque de maneira factível e quem busque de maneira errada, portanto impossível. Bebida demais, comida demais, dinheiro demais, sucesso demais, projetos demais, conforto demais, tudo isso acaba em saturação e a saturação está longe de ser satisfação, posto que o satisfeito sabe que deve parar; enquanto que o saturado quer mais, mas não tem mais espaço para este mais que ele quer. Acaba insatisfeito. 
        O mundo tem bilhões de pessoas plenas e satisfeitas. Não querem mais do que possuem nem pretendem ser muito mais do que são. Vovós e vovôs felizes não querem outra coisa além da família que criaram, o conforto do lar que construíram e alguns encontros com amigos e familiares. Não se iludem com isso de ter mais. Chegaram ao bastante e ao suficiente. Vale dizer: ficaram sábios. 
       O ganancioso, o desesperado por dinheiro, o que não reparte, o que acumula, o que compra o que não precisa, o que precisa ter a mais recente novidade, o que devora e consome o melhor do melhor, o que não hesita em pisar e roubar para ter o que deseja pôs a sua felicidade no ter mais. Não lhe sobra espaço para ser mais. Faz um vale-tudo para chegar ao topo. Ma todo o topo termina em descida. Não admitindo descer, a infelicidade aparece, agora sem disfarce e sem amenidade. 
        Amigos tentam prevenir, mas não são ouvidos. Familiares tentam orientar, mas ele não ouve. Quer, porque quer, porque quer! Sabe, porque sabe, porque sabe! Ouve, mas não escuta. Para ter o que deseja faz o que acha preciso: vira traidor, assaltante ou quadrilheiro: rouba, desvia, engana, assalta, sobe o preço, mente mas quer aquele dinheiro, aquele lucro, aquele lugar , aquele posto. Se algo não dá certo acha alguns culpados; ele mesmo, nunca! É infelicidade solidamente construída. Não veio por acaso! 

29 de junho de 2010

Olá amigos do ECC! Como prometido, vou postar algumas fotos do nosso Pós Encontro Junino! Como foi maravilhoso e criativo a participação dos casais.




A mesa foi montada de forma partilhada pelos círculos. Todos colaborando para o êxito do evento. Muitas crianças e familiares dos casais estiveram presentes.






As famílias foram chegando e a animação foi aumentando. Como em todos os eventos do ECC as brincadeiras não poderiam faltar. Muitos casais foram vestidos a caráter. O que deu um colorido bem especial ao encontro.







Assim é o ECC! A doação, a oração, a pobreza, a alegria e a simplicidade permite e mescla de muita espiritualidade, com abertura para os momentos de descontração. PAZ E BEM!!!!


23 de junho de 2010

Paz e bem! Amigos do ECC, foi realizado neste Sábado(19/06/2010), o Baile da Linguiça. Um encontro festivo e bem fraterno. A participação foi em um número bem expressivo de casais o que garantiu o sucesso do evento. Todos os nossos agradecimentos a Deus Pai que nos brindou com uma noite agradável para a festividade. Também um  agradecimento especial a todos os patrocinadores  que de alguma forma ajudaram na realização desta festa tradicional. Abaixo algumas fotos desta noite de animação:

O casal finanças Paulo e Rejane com a sua disposição e dedicação foram a base de apoio para que os demais casais tivessem o incentivo para se dedicar as suas tarefas. Parabéns pelo exemplo.








O salão da Comunidade São Pio X ficou pequeno para acolher tantos casais que vieram para se divertir.

A banda que animou o baile (Banda Detalhes), tocou diversos ritmos com jogo de luzes, telão e efeitos visuais. O que sem dúvida agradou aos presentes.


O pessoal da cozinha coordenados pelo casal Ademir e Magda, foram incansáveis, desde as primeiras horas da manhã de Sábado até o final do baile para que todos que vieram fossem bem atendidos. Parabéns! 

 A animação tomou conta de muitos casais que trabalharam muito para que a festa acontecesse e tivesse o sucesso que obteve. A alegria e a espontaneidade de algumas pessoas deram um colorido especial ao Baile.











Enfim, o baile foi um grande acontecimento. A todos que trabalharam, um forte abraço e as bênçãos de Deus para a família. Da mesma forma a todos os casais que participaram da festa.








Não me deixes brincar de profeta

Pe. Zezinho, scj 

Não permitas que eu brinque de ser teu porta-voz. Não me deixes brincar de profeta. Todo pregador, a seu modo é um profeta, mas nem todos são tão profetas quanto pensam ser. Muitos extrapolam das suas funções. Às vezes dizem que disseste o que nunca lhes foi dito. ( Jr 14,14) Sonham e acham que o sonho deles é o teu. (Jr, 23,25-26) 
Inventam uma obra e gritam de cima dos telhados que tu a queres, quando são eles que a querem. 

Não quero gritar ousadamente atrás de um microfone ou diante de uma câmera, que disseste o que não disseste, ou que pediste o que não pediste. Não usarei teu santo nome em vão. Quem fez isso acabou em crise. É terrível brincar de ser teu porta-voz quando não se é, ou inventar recados que certamente não lhe deste. 

Quanto aos profetas que dizem falar em teu nome, espero que estejam dizendo a verdade. Deve ser terrível um impotente posar de porta-voz do Onipotente e, ainda por cima, garantir que não está mentindo. É melhor que não esteja!