A Palavra de Deus

A Palavra de Deus

DOPAS

DOAÇÃO, ORAÇÃO, POBREZA, ALEGRIA E SIMPLICIDADE

7 de setembro de 2010

                  Evangelho do dia: Lc 6,12-19


Naquela ocasião Jesus subiu um monte para orar e passou a noite orando a Deus. Quando amanheceu, chamou os seus discípulos e escolheu doze deles. E deu o nome de apóstolos a estes doze: Simão, em quem pôs o nome de Pedro, e o seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Simão, o nacionalista; Judas, filho de Tiago; e Judas Iscariotes, que foi o traidor. Jesus desceu do monte com eles e parou com muitos dos seus seguidores num lugar plano. Uma grande multidão estava ali. Era gente de toda a Judéia, de Jerusalém e das cidades de Tiro e Sidom, que ficam na beira do mar. Eles tinham vindo para ouvir Jesus e para serem curados das suas doenças. Os que estavam atormentados por espíritos maus também vieram e foram curados. Todos queriam tocar em Jesus porque dele saía um poder que curava todas as pessoas. 
Comentário do Evangelho:

Jesus escolhe Doze dentre os discípulos
A escolha dos Doze é feita após uma noite inteira de oração de Jesus, no alto de uma montanha. Os relatos dos vários momentos de oração de Jesus são característicos das narrativas de Lucas. Ao amanhecer, Jesus escolhe Doze dentre os discípulos e lhes dá o nome de apóstolos. Lucas apresenta, então, a lista dos Doze, encabeçada por Pedro. Nos três Evangelhos sinóticos encontramos esta lista dos Doze, mas o Evangelho de João não faz referência a ela, nem atribui o título de apóstolo aos discípulos. Após a noite de oração na montanha, é necessário descer para um lugar plano e retomar a missão com seus discípulos, indo ao encontro das multidões que vêm da Judeia e das regiões gentílicas vizinhas da Galileia, as quais vêm a Jesus em busca de libertação e vida. As palavras de Jesus, com seus gestos de acolhida e amor, seduzem e libertam a todos.




Dia da Independência do Brasil
Em 1806, Napoleão Bonaparte decretou o Bloqueio Continental, que proibia o comércio entre os países europeus e a Inglaterra. O país que desobedecesse ao decreto seria invadido e ocupado pelas tropas napoleônicas.

Naquela época, Portugal era governado pelo príncipe-regente D. João, que resolveu fugir com a corte para o Brasil, aqui chegando em 1808, escapando, desse modo, do invasor. Quando Napoleão perdeu o poder, a família real portuguesa e sua corte retornou a Lisboa, e D. João, então D. João VI, deixou seu filho, D. Pedro, como regente do Brasil.

D. Pedro tornou-se um regente de muito prestígio, razão pela qual D. João VI o aconselhou a voltar à corte portuguesa, em 1822.

No dia 1º de janeiro desse mesmo ano, ele recebeu um manifesto escrito por José Bonifácio, assinado pela junta provincial de São Paulo e do Rio de Janeiro, segundo o qual a Corte de Lisboa, baseada "no despropósito e no despotismo", buscava impor ao Brasil "um sistema de anarquia e escravidão".

Depois de ler o manifesto, D. Pedro assim se expressou: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico", em 9 de janeiro, data conhecida como o Dia do Fico. No dia 11, as tropas portuguesas tentaram obrigar o príncipe a embarcar para Lisboa. Apoiado pelo povo e por tropas leais, D. Pedro resistiu.

Em 1º de agosto, declarou inimigas todas as tropas enviadas de Portugal ao Brasil sem o seu consentimento. No dia 14, partiu para São Paulo para contornar uma crise na província. No dia 2 de setembro, no Rio de Janeiro, sua esposa Dona Leopoldina, depois de ler as cartas chegadas de Lisboa com as abusivas decisões da Corte, reuniu os ministros e enviou as cartas a D. Pedro, por intermédio de mensageiros.

No dia 7 de setembro, o príncipe recebeu as cartas às margens do riacho Ipiranga e resolveu romper com Portugal. Após arrancar a insígnia portuguesa de seu uniforme, sacou da espada e gritou: "Independência ou morte". Era 7 de setembro de 1822.

Na capital, Rio de Janeiro, ele foi saudado como herói. A 1o de dezembro, aos 24 anos, tornou-se D. Pedro I, imperador do Brasil.
Dia da Raça
A identidade cultural brasileira, a formação da "raça brasileira", teve início a partir da Independência do Brasil.
Houve períodos importantes que ajudaram na formação do nosso povo, como o período dos bandeirantes. Estes, além de aumentarem nosso território, defenderam nossa terra contra franceses, holandeses e outros invasores.
O sentimento de nacionalidade tomou grandes proporções durante a Inconfidência Mineira, culminando com a Independência, que nos fez surgir como nação, liberta de Portugal.

A segunda libertação veio com a Proclamação da República, que comprovou a já enraizada convicção de unidade nacional.

A raça brasileira teve sua origem na miscigenação de índios, negros e brancos e, posteriormente, no entrelaçamento destes com todos os imigrantes alemães, italianos, japoneses, libaneses, holandeses, turcos, sírios, chineses, poloneses, coreanos etc. - que fincaram suas raízes, no solo brasileiro, enriquecendo-o em todos os sentidos.

Datas Comemorativas - Ed. Paulinas.

3 de setembro de 2010

NÃO ESTAMOS NO AEROPORTO 
Pe Zezinho scj 

     Nas estantes do aeroporto, conto aproximadamente 33 livros contra nós, católicos. Aqueles autores não nos amam. Isso, no maior país católico do mundo. Os católicos passam, olham os títulos e quase nenhum reage. Não há a mesma quantidade contra os evangélicos ou contra os judeus ou os ateus. A vidraça da vez somos nós. As editoras descobriram que isso vende!
    Os católicos, faz tempo que não reagem. São alvo fácil de mirar. Muçulmanos, judeus e pentecostais reagiriam com mais veemência. Livros contra eles, uns poucos. Contra nós, muitos! É que estamos aqui há 500 anos e formamos a maioria! Incomodamos!
   Não se vê naquelas estantes nenhuma vida de santo, nenhum catecismo, nenhum livro defendendo a Igreja. Alguma intenção têm os autores e os donos dessas livrarias, ao divulgar apenas os livros que lançam dúvidas sobre nós, a maioria religiosa deste país. Perceberam que não reagimos. Alguém está querendo nos prejudicar, sem a menor intenção de mostrar os dois lados. Alguém adquire apenas os livros que nos questionam, e não quer se dar ao trabalho de ver também o outro lado da moeda.
    Valeria a pena os católicos refletirem sobre isso. Estamos encurralados em guetos e livrarias católicas, enquanto irmãos de outras religiões expõem seus livros em livrarias de aeroporto. Será o esquema de vendas? Será a falta de presença dos nossos divulgadores junto a essas livrarias? Seria acomodação? O fato é que nas grandes livrarias encontram-se muitas obras contra nós. A favor, pouquíssimas.
   Talvez devamos rever os nossos métodos. Estamos sendo cada vez mais empurrados para o gueto. Não é isso o que queremos, mas é o que vai acontecer, se não soubermos entrar lá e mostrar também o nosso lado. Que a mídia e o marketing da Igreja se organize! Talvez sejamos tímidos demais!
    Nisso têm razão os que defendem a existência de um marketing católico. Os outros estão sabendo escolher as esquinas, a mídia e as lojas. Nós estamos presos à sacristia e aos templos e a bem poucas lojas chamadas católicas que, afinal, nem sempre têm livros de história da nossa fé, da nossa Filosofia ou da nossa Teologia; às vezes, nem os documentos principais da nossa igreja... Algumas livrarias têm apenas os livros da espiritualidade do grupo ao qual pertencem os donos. É triste, mas é verdade.
    O fato é que eles estão lá e nós não estamos! Reagiremos, ou continuaremos em clima de gueto, quando somos maioria, falando e escrevendo sobre nós, para nós, e em alguns casos apenas para alguns de nós? Estão dizendo que nós já éramos. Ficamos, fugimos, ou um dia ocuparemos aquelas mesmas estantes? Quando? 




Seu anjo conhece as dificuldades que você enfrenta
É Deus quem fala: “Enviarei um anjo adiante a ti para te guardar no caminho e te fazer entrar no lugar que eu preparei”. Não nos resta nenhuma dúvida: Deus nos preparou o Céu. O caminho, então, não é uma estrada para o sucesso. É muito mais! O anjo está ao nosso lado para nos proteger, amparar e nos conduzir para o lugar que Deus preparou, e este lugar é o Céu; é o próprio Deus. 

Seu anjo sabe de todas essas dificuldades pelas quais você passa, conhece todas as tentações que você enfrenta; por isso, ele está aí; porque você precisa dele. Quando Deus diz: “Presta-lhe atenção e ouve a sua voz. Não deves contrariá-lo. Ele não suportaria a vossa revolta, pois nele está o Meu nome”, quer dizer que a essência do próprio Deus está em seu anjo da guarda. O que Deus é e o que Ele quer para você está nesse companheiro colocado a seu lado, portanto: “se ouvires a sua voz e fizeres o que eu digo, serei o inimigo dos teus inimigos e o adversário dos teus adversários”. Ele sempre estará com você e o conduzirá. 

Deus abençoe você!

Monsenhor Jonas Abib
Imagens não me confundem 
Pe. Zezinho, scj 

    Vejo a celeuma que o culto às imagens provoca em algumas igrejas e movimentos. Lembram os quatro meninos que discutiam sobre uma estatueta do superman. Um dizia que aquela imagem era poderosa e fazia coisas incríveis, o outro ria dele dizendo que imagens do superman não voam nem podem nada porque o superman não existe, o outro dizia que o superman existe, mas as imagens deles não eram ele. O quarto deu a sentença final:- É só um boneco de plástico. Se querem brincar brinquem, mas não briguem por causa dele. Meu pai já explicou todos os bonecos e brinquedos que eu tenho e como eu posso usar e imaginar cada um deles. Não são de verdade. De verdade é que quem cuida de nós é Deus, nossos pais e quem ajuda as crianças... 
    A mãe, que da cozinha ouviu a conversa, contava-me que depois disso ficou fácil ensinar aos dois filhos o que é ter imagens em casa. 
    Desde pequeno me explicaram que as imagens são imaginação de gesso, barro ou madeira. Elas apenas representam a idéia que temos de Deus, de Maria, dos anjos e dos santos. Se for idéia errada estará lá naquelas imagens. Se for idéia correta também estará lá. 
    Cabe aos fiéis aceitar a imagens que ajudam e rejeitar ou corrigir as que atrapalham sua fé. Uma imagem de Maria com espada ou um fuzil nas mãos não seria boa. Uma imagem de Maria sendo levada por anjos para o céu, se bem explicada pode ajudar. Não explicada deixará o fiel confuso. 
     Chamar os fiéis de fuzileiros e bacamarteiros do Cristo, mosqueteiros de Jesus, guerreiros da luz, pilotos da guerra nuclear contra o pecado, ninjas da fé, cruzados da eucaristia pode até ser linguagem diferente, mas terá que se explicado, porque revela perigosos retornos, crassas idiossincrasias e atrasos catequéticos imensos. Linguagens de guerra de ontem ou de hoje nem sempre ajudam. 
     Imagens do demônio em forma de dragão sendo esmagado pro espadas luminosas tinham sentido na Idade Média. Hoje ninguém mais tem medo de dragões, nem de demônios do ar, da terra, do mar, da unha encravada e da diarréia. Se tem preciso urgentemente de ajuda cultural, mais do que de exorcismo. 
    Recentemente entrei numa casa que na parede da sala estampava um quadro de Deus Pai velhinho de barbas brancas, do Filho também ele cabeludo e barbudo, uma pomba no seu peito, Maria ao lado. 
   Fui abençoar a vovó que não passava bem. Enquanto tomava o cafezinho a dona da casa perguntou se eu já tinha um quadro daqueles. Disse-lhe que não. Mas pedi a ela que me explicasse como o entendia. O que era aquele quadro para ela. 
   Não se fez de rogada. Disse que Deus Pai que era eterno e muito antigo, mandou o Filho dele que era mais novo ao mundo. Jesus trouxe com ele o Espírito Santo que toca no coração das pessoas. Maria, segundo ela fora gerada pelo Espírito Santo e estava ao lado do Filho para nos dar os recados do Pai e nos ajudar a dar o Espírito Santo quando precisamos dele. 
    Sentei-me na cadeira, pedi um tempo e entre perguntas e respostas levei quase duas horas para desfazer aquela concepção errada de Deus, de Maria e da ação de Deus em nós. A imagem não fora entendida porque nunca ninguém a explicara. Uma dona de barraca a vendeu, ela comprou, ninguém explicou e a catequese cambaleou. 
    Imagens não devem nos confundir. Foi difícil explicar aquele quadro antropomórfico que fazia do pai um velhinho de oitenta anos, vigoroso e dominador e punha Maria na mesma altura que Jesus com o Espírito Santo em forma de pomba saindo do seu coração. Coisa de pintor que não foi questionado e além de não ser questionado foi divulgado somos e sua pintura fosse uma catequese católica. Ora, a catequese católica é o oposto daquele quadro. 
    Mas o quadro é vendido, está lá e ninguém o contesta. Não admira que Dona Zefa tivesse inventado sua própria doutrina sobre a Trindade. Naquela casa entrara uma imagem sem antes ter entrado um catecismo. 
  Podemos ter imagens, mas não se Bíblia e sem catecismo, devidamente lidos. Evangélicos aguerridos ignoram as passagens que as permitem, católicos sem leitura nem estudo as usam sem aprender o que significam e para que servem. 
    Duas leituras erradas de algo que poderia ser bom! A Bíblia as permite e as condena. O cristão deve saber a diferença.